Quando cada dia se te apresenta, em torno de atividades a que o dever te vincula, aparecem as tarefas com as quais não contavas.
Geralmente, são pequenos encargos que a vida te propõe em nome de Deus.
É o amigo desesperado, a mulher vergastada pelo sofrimento, o desconhecido em dificuldade, o doente esquecido ou a criança sem rumo, a te pedirem apoio e consolação.
Não passes indiferente, diante da dor. Cede um minuto do tempo de que disponhas ou algo do que possuis para diminuir o frio da penúria e a febre da aflição.
Uma frase iluminada de amor e qualquer migalha de socorro na bênção da compreensão operam prodígios.
Pronuncia as palavras que libertem os corações encarcerados na angústia, tece um véu de esperança sobre as feridas ocultas, improvisa algum reconforto para os que carregam conflitos e lágrimas, alivia os que choram e faze sorrir de algum modo, aqueles que transitam pelos caminhos empedrados da solidão.
O tempo é uma estrada que todos somos compelidos a percorrer.
Segue plantando paz e semeando alegria.
Deus não nos pede o impossível.
Tanto quanto nos sucede, onde estamos, a vida na Terra te solicita, onde passes, esse ou aquele toque de amor, a lembrar-te que o reino da felicidade começa em ti.
(MEIMEI)
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
domingo, 23 de janeiro de 2011
Ingratidão
Você já teve o sentimento de que alguém lhe foi ingrato alguma vez? Já sentiu a decepção congelando seus sentimentos e tomando-lhe a intimidade de maneira intensa, como que afogando-lhe o coração em fel?
Das dores da alma, talvez a ingratidão seja uma das mais profundas, dando-nos a sensação de ser capaz de dilacerar o coração.
Ora foi o amigo que nos traiu a confiança, não sendo digno da intimidade que compartilhamos em segredo. Outra feita o vizinho, incapaz de aquilatar os esforços que fizemos para lhe amenizar as dificuldades e os problemas.
Outras tantas, surgem no seio familiar as relações de ingratidão, com filhos tratando aos pais como se esses lhe fossem criados com a obrigação de os servir. Ou esposos tratando com indiferença a dedicação e o desvelo da companheira.
Quando a ingratidão nos atormenta a alma é porque o sentimento da decepção está acompanhando-o, indicando que esperávamos outra atitude do próximo.
Afinal, só nos decepcionamos quando criamos uma expectativa que não se cumpriu.
E quando a decepção vinda da ingratidão nos toma de súbito, não é raro pensarmos que não valeu a pena fazer o bem, agir no bem, agir de maneira correta e acertada.
Magoados pela decepção, muitos de nós nos atormentamos, fazendo juras de que nunca mais ajudaremos e alegamos, ainda, que seremos mais felizes não nos incomodando mais com o próximo.
Fazer o bem nunca pode ser considerado um erro. Jamais alguém que esteja pensando no bem do próximo, no bem estar alheio, pode estar errado, desde que agindo desinteressadamente.
Se o outro é incapaz de reconhecer nossos esforços, se lhe faltam valores morais para entender a bondade alheia, que a sua limitação não seja fonte de nosso desestímulo.
Só agem assim porque, no egoísmo em que mergulham, ficam impedidos de perceber a bondade no coração do outro, iludidos na sua limitação de que o mundo está para lhes servir.
Imaginar que seremos mais felizes não fazendo o bem porque não nos decepcionaríamos, é iludir-se na felicidade do egoísta, de quem se fecha em si mesmo, a fim de não correr o risco da decepção.
A Providência Divina permite esses embates, apenas nos faz experimentar o amargor das decepções, para testar nossa perseverança no bem. Afinal, o bem deve bastar-se por si mesmo, sendo desnecessário vir acompanhado pelo reconhecimento, louvores e dádivas.
* * *
No exercício do bem, jamais deixemos que o não reconhecimento do próximo seja motivo para abandonar os propósitos de fazer o bem.
Ao perceber que os que hoje semeiam ingratidão ainda precisam percorrer longas estradas na vida, a fim de amadurecer suas relações para com o próximo, desperta em nós um sentimento de compaixão por eles, que substitui a decepção, nos dando ânimo e coragem, para continuar no esforço necessário de crescimento pessoal.
Das dores da alma, talvez a ingratidão seja uma das mais profundas, dando-nos a sensação de ser capaz de dilacerar o coração.
Ora foi o amigo que nos traiu a confiança, não sendo digno da intimidade que compartilhamos em segredo. Outra feita o vizinho, incapaz de aquilatar os esforços que fizemos para lhe amenizar as dificuldades e os problemas.
Outras tantas, surgem no seio familiar as relações de ingratidão, com filhos tratando aos pais como se esses lhe fossem criados com a obrigação de os servir. Ou esposos tratando com indiferença a dedicação e o desvelo da companheira.
Quando a ingratidão nos atormenta a alma é porque o sentimento da decepção está acompanhando-o, indicando que esperávamos outra atitude do próximo.
Afinal, só nos decepcionamos quando criamos uma expectativa que não se cumpriu.
E quando a decepção vinda da ingratidão nos toma de súbito, não é raro pensarmos que não valeu a pena fazer o bem, agir no bem, agir de maneira correta e acertada.
Magoados pela decepção, muitos de nós nos atormentamos, fazendo juras de que nunca mais ajudaremos e alegamos, ainda, que seremos mais felizes não nos incomodando mais com o próximo.
Fazer o bem nunca pode ser considerado um erro. Jamais alguém que esteja pensando no bem do próximo, no bem estar alheio, pode estar errado, desde que agindo desinteressadamente.
Se o outro é incapaz de reconhecer nossos esforços, se lhe faltam valores morais para entender a bondade alheia, que a sua limitação não seja fonte de nosso desestímulo.
Só agem assim porque, no egoísmo em que mergulham, ficam impedidos de perceber a bondade no coração do outro, iludidos na sua limitação de que o mundo está para lhes servir.
Imaginar que seremos mais felizes não fazendo o bem porque não nos decepcionaríamos, é iludir-se na felicidade do egoísta, de quem se fecha em si mesmo, a fim de não correr o risco da decepção.
A Providência Divina permite esses embates, apenas nos faz experimentar o amargor das decepções, para testar nossa perseverança no bem. Afinal, o bem deve bastar-se por si mesmo, sendo desnecessário vir acompanhado pelo reconhecimento, louvores e dádivas.
* * *
No exercício do bem, jamais deixemos que o não reconhecimento do próximo seja motivo para abandonar os propósitos de fazer o bem.
Ao perceber que os que hoje semeiam ingratidão ainda precisam percorrer longas estradas na vida, a fim de amadurecer suas relações para com o próximo, desperta em nós um sentimento de compaixão por eles, que substitui a decepção, nos dando ânimo e coragem, para continuar no esforço necessário de crescimento pessoal.
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Música Segundo o Espiritismo
Todo livro de autoajuda que se preze tem entre suas receitas de bem-estar o preceito de se usufruir da boa Música, pois esta não é uma criação humana, mas sim uma dádiva divina: a arte musical terrena é uma singela representação da música celeste, tal como o brilho lunar refletido numa lagoa não é a lua.
Harmonia é uma aptidão inerente ao Espírito — a todos os Espíritos — parelho ao instinto de progressão que nos instiga a evoluirmos sempre. Tal é o seu préstimo.
Toda a criação é uma sinfonia. A manutenção do Universo idem. O rugido do solo terreno, o chio da água, o estrondo retumbante do trovão, o gorjeio dos pássaros... Tudo isso é uma canção natural. Até o silêncio — que não deixa de ser um elemento musical — é peça sonora. Logo, Deus, o Grande Autor, é outrossim o Grande Compositor e Maestro da canção universal.
Antes que a raça humana desenvolvesse a escrita e a fala, a intuição materna já havia desenvolvido a canção de ninar, com modestos solfejos a embalar suas crias no colo, com a mais pura autenticidade.
Observando a Natureza o homem aprendeu a cantar e a ritmar. No eco vindo das cavernas, encontrou os primeiros efeitos especiais, ainda no primitivismo. E por que queriam agradar aos seus deuses, nossos ancestrais elegeram a Música como o mais sublime tributo e meio de oblação, aquilo que melhor poderiam dar aos seres superiores. Assim nasceu o gênero sacro. A profanidade musical surgiu quando os reis da terra recobraram para si o status de divindade. A Música deu vida aos aedos e trovadores, e no curso de seu alargamento assumiu feições emotivas com o romantismo até se vulgarizar, para quebrar o atavismo da exclusividade do elitismo, achando-se atualmente numa miscelânea tal, que ora encanta, ora espanta.
Mas o que é a Música, afinal?
Nem mesmo os grandes mestres desta arte na Terra ousaram circunscrever o seu conceito: “Música não é para ser explicada, mas para ser sentida!” — concorda a maioria. Sendo de ordem metafísica, o homem não poderia, logicamente, explicá-la.
Certa vez, porém, a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, sob a regência do egrégio Allan Kardec, ocupou-se desta temática, compreendendo que a Música, genuinamente de natureza espiritual, deva ter uma aplicação transcendental e não meramente para entretenimento terreno — embora seja legítimo este emprego. E para aqueles eminentes estudiosos fez-se presente, mediunicamente, o Espírito de Gioachino Antonio Rossini, que em vida foi renomado compositor de obras-primas (tais como “A Cinderela”, “O Barbeiro de Sevilha” e “Guilherme Tell”). Este se pôs a debruçar-se sobre a interpretação espírita à Harmonia, da qual ora colocou-se humildemente na condição de singelo aprendiz. (vide capítulos “Música Celeste” e “Música Espírita”, ambos em OBRAS PÓSTUMAS, Allan Kardec)
Não é que haja música na espiritualidade, mas que A Música é do mundo dos Espíritos — afirma Rossini — e esta é sem comparação — acrescenta. As entidades elevadas que dominam a técnica musical a produzem por ação direta com o fluido cósmico, cujas vibrações penetram no âmago dos seres e se confunde com a prece, glorificando a Deus e levando ao êxtase aqueles que são capazes de concebê-la. Tal configuração ressoa no éter de maneira que nenhum instrumento humano jamais será capaz de imitar ao menos aproximado.
Rossini continua sua interpretação comparando a Música a uma ponte: é uma espécie de médium que transmite a harmonia do compositor aos seus ouvintes. A essência, portanto, é a Harmonia, carregamento de sentimentos daquele que a compõe. A música é posta a serviço desse sentimento para tentar reproduzir as mesmas sensações do compositor àquele que ouve. Uma canção está sempre emoldurada de parte do conteúdo daquele que a produziu. O ouvinte, consciente ou não, absorve esse contento. A boa criação musical é uma carta de amor que encantará àquele que a ler. Em contrapartida, a composição vulgar esparge o perfume da malícia, do rancor, da desonra. Ela sobrecarrega seu receptor e infama o Pai Celeste. A música entoa aquilo que ao coração preenche.
Se em nosso orbe essa carga de sentimentos de que se compõe uma música pode ser falseada ou mal reproduzida, no mundo espiritual isso não é possível, pois a transmissão é de alma para alma, sem auxílio de instrumentos rudes e limitados. Os Espíritos musicam o composto exato daquilo que são.
Se de um lado da ponte está o artífice da obra harmônica, do outro está o ouvidor. Este se enleva com a qualidade da obra conforme seu estágio evolutivo. E escutar não constitui simplesmente um ato passivo, mas é, além disso, ressoar na mesma faixa de vibração — positiva ou negativa — tal qual uma câmara de eco. O gênero, por conseguinte, serve como um dos parâmetros para graduar os indivíduos, fazendo valer esta versão de um anexim: Diz-me que música tu ouves que te direi quem és.
Rossini atentam-nos para a importância da música espírita, como utensílio de elevação individual e coletiva. Seja de teor doutrinário ou de louvação, ela há de alavancar sentimentos mais nobres na humanidade. O Espírito de sutis percepções — dado seu atraso moral e intelectual — por vezes é tangido pela harmonia, levado ao cume de uma satisfação — ainda que não a compreenda completamente — e, de volta à realidade, sente em seu imo o almejo por subir novamente ao monte prazeroso. Este o efeito terapêutico de que a Música é capaz, e que nos reporta a um episódio bíblico, contado no primeiro livro de Samuel, em que Saul, o rei déspota do povo hebreu, atormentado por angústias oriundas de seus distúrbios morais, experimentou o efeito revigorador produzido pelos sons tocados em uma harpa pelo menino Davi, que mais tarde se tornaria o mais memorável dos reis de Israel e a quem se imputa o título de mediador do livro dos Salmos.
Eis o instinto natural ao progresso imprimido na alma de todo ser inteligente. Assim, a música espírita é uma mola propulsora para o melhoramento individual. Ela projeta o oásis prometido às almas e nos incita a caminhar nesse rumo.
A descrição acima veio de um indivíduo, Gioachino Rossini, mas foi corroborada pelos Espíritos Superiores que acercaram o altivo codificador espírita e o mencionado grupo de estudos, autenticando assim a tese em nome do Espiritismo.
Visto que a música é uma das incumbências dos Espíritos, cuidemos de nos qualificar nessa matéria, começando pela triagem do que ouvimos, caminhando para a mediunização musical (reprodução das composições) até topar a sublime aptidão para a composição.
Espíritas, patrocinem a música espírita, ouçam, componham, toquem e cantem músicas espíritas. Mas que ela seja ato de caridade da parte do músico espírita, tal como na mediunidade, sem benefícios financeiros ou privilégios individualistas.
Mães, embalem seus filhos no colo e cantem para eles!
Homens, enfileirem-se com a orquestra da Natureza.
Texto por: Ery Lopes
Harmonia é uma aptidão inerente ao Espírito — a todos os Espíritos — parelho ao instinto de progressão que nos instiga a evoluirmos sempre. Tal é o seu préstimo.
Toda a criação é uma sinfonia. A manutenção do Universo idem. O rugido do solo terreno, o chio da água, o estrondo retumbante do trovão, o gorjeio dos pássaros... Tudo isso é uma canção natural. Até o silêncio — que não deixa de ser um elemento musical — é peça sonora. Logo, Deus, o Grande Autor, é outrossim o Grande Compositor e Maestro da canção universal.
Antes que a raça humana desenvolvesse a escrita e a fala, a intuição materna já havia desenvolvido a canção de ninar, com modestos solfejos a embalar suas crias no colo, com a mais pura autenticidade.
Observando a Natureza o homem aprendeu a cantar e a ritmar. No eco vindo das cavernas, encontrou os primeiros efeitos especiais, ainda no primitivismo. E por que queriam agradar aos seus deuses, nossos ancestrais elegeram a Música como o mais sublime tributo e meio de oblação, aquilo que melhor poderiam dar aos seres superiores. Assim nasceu o gênero sacro. A profanidade musical surgiu quando os reis da terra recobraram para si o status de divindade. A Música deu vida aos aedos e trovadores, e no curso de seu alargamento assumiu feições emotivas com o romantismo até se vulgarizar, para quebrar o atavismo da exclusividade do elitismo, achando-se atualmente numa miscelânea tal, que ora encanta, ora espanta.
Mas o que é a Música, afinal?
Nem mesmo os grandes mestres desta arte na Terra ousaram circunscrever o seu conceito: “Música não é para ser explicada, mas para ser sentida!” — concorda a maioria. Sendo de ordem metafísica, o homem não poderia, logicamente, explicá-la.
Certa vez, porém, a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, sob a regência do egrégio Allan Kardec, ocupou-se desta temática, compreendendo que a Música, genuinamente de natureza espiritual, deva ter uma aplicação transcendental e não meramente para entretenimento terreno — embora seja legítimo este emprego. E para aqueles eminentes estudiosos fez-se presente, mediunicamente, o Espírito de Gioachino Antonio Rossini, que em vida foi renomado compositor de obras-primas (tais como “A Cinderela”, “O Barbeiro de Sevilha” e “Guilherme Tell”). Este se pôs a debruçar-se sobre a interpretação espírita à Harmonia, da qual ora colocou-se humildemente na condição de singelo aprendiz. (vide capítulos “Música Celeste” e “Música Espírita”, ambos em OBRAS PÓSTUMAS, Allan Kardec)
Não é que haja música na espiritualidade, mas que A Música é do mundo dos Espíritos — afirma Rossini — e esta é sem comparação — acrescenta. As entidades elevadas que dominam a técnica musical a produzem por ação direta com o fluido cósmico, cujas vibrações penetram no âmago dos seres e se confunde com a prece, glorificando a Deus e levando ao êxtase aqueles que são capazes de concebê-la. Tal configuração ressoa no éter de maneira que nenhum instrumento humano jamais será capaz de imitar ao menos aproximado.
Rossini continua sua interpretação comparando a Música a uma ponte: é uma espécie de médium que transmite a harmonia do compositor aos seus ouvintes. A essência, portanto, é a Harmonia, carregamento de sentimentos daquele que a compõe. A música é posta a serviço desse sentimento para tentar reproduzir as mesmas sensações do compositor àquele que ouve. Uma canção está sempre emoldurada de parte do conteúdo daquele que a produziu. O ouvinte, consciente ou não, absorve esse contento. A boa criação musical é uma carta de amor que encantará àquele que a ler. Em contrapartida, a composição vulgar esparge o perfume da malícia, do rancor, da desonra. Ela sobrecarrega seu receptor e infama o Pai Celeste. A música entoa aquilo que ao coração preenche.
Se em nosso orbe essa carga de sentimentos de que se compõe uma música pode ser falseada ou mal reproduzida, no mundo espiritual isso não é possível, pois a transmissão é de alma para alma, sem auxílio de instrumentos rudes e limitados. Os Espíritos musicam o composto exato daquilo que são.
Se de um lado da ponte está o artífice da obra harmônica, do outro está o ouvidor. Este se enleva com a qualidade da obra conforme seu estágio evolutivo. E escutar não constitui simplesmente um ato passivo, mas é, além disso, ressoar na mesma faixa de vibração — positiva ou negativa — tal qual uma câmara de eco. O gênero, por conseguinte, serve como um dos parâmetros para graduar os indivíduos, fazendo valer esta versão de um anexim: Diz-me que música tu ouves que te direi quem és.
Rossini atentam-nos para a importância da música espírita, como utensílio de elevação individual e coletiva. Seja de teor doutrinário ou de louvação, ela há de alavancar sentimentos mais nobres na humanidade. O Espírito de sutis percepções — dado seu atraso moral e intelectual — por vezes é tangido pela harmonia, levado ao cume de uma satisfação — ainda que não a compreenda completamente — e, de volta à realidade, sente em seu imo o almejo por subir novamente ao monte prazeroso. Este o efeito terapêutico de que a Música é capaz, e que nos reporta a um episódio bíblico, contado no primeiro livro de Samuel, em que Saul, o rei déspota do povo hebreu, atormentado por angústias oriundas de seus distúrbios morais, experimentou o efeito revigorador produzido pelos sons tocados em uma harpa pelo menino Davi, que mais tarde se tornaria o mais memorável dos reis de Israel e a quem se imputa o título de mediador do livro dos Salmos.
Eis o instinto natural ao progresso imprimido na alma de todo ser inteligente. Assim, a música espírita é uma mola propulsora para o melhoramento individual. Ela projeta o oásis prometido às almas e nos incita a caminhar nesse rumo.
A descrição acima veio de um indivíduo, Gioachino Rossini, mas foi corroborada pelos Espíritos Superiores que acercaram o altivo codificador espírita e o mencionado grupo de estudos, autenticando assim a tese em nome do Espiritismo.
Visto que a música é uma das incumbências dos Espíritos, cuidemos de nos qualificar nessa matéria, começando pela triagem do que ouvimos, caminhando para a mediunização musical (reprodução das composições) até topar a sublime aptidão para a composição.
Espíritas, patrocinem a música espírita, ouçam, componham, toquem e cantem músicas espíritas. Mas que ela seja ato de caridade da parte do músico espírita, tal como na mediunidade, sem benefícios financeiros ou privilégios individualistas.
Mães, embalem seus filhos no colo e cantem para eles!
Homens, enfileirem-se com a orquestra da Natureza.
Texto por: Ery Lopes
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
José Tadeu Silva

Jose Tadeu Silva, homem simples de familia humilde, nasceu em 1955, em Araxa / MG.
Aos sete anos, comecou a aprender com sua mae, Sra. Luiza, a praticar caridade, visitando os doentes acamados nas periferias, banhando-os e fazendo curativos.Tadeu cresceu e comecou a trabalhar para ajudar nas despesas de casa, mesmo assim continuou ajudando sua mãe nos trabalhos caritativos, pois ja nao sabia mais viver sem esse exercicio...
Assim que terminou o servico militar, sua mae, aos 46 anos, adoeceu de cancer e logo em seguida, seu pai Sr. Jose Jovino, sofreu um derrame isquemico.
Durante dois anos, Tadeu dedicou toda sua atenção e cuidados a seus pais, que faleceram em tão pouco tempo.
A luta nao parou e Tadeu, que continuou ajudando os necessitados, levou para sua casa dois velhinhos paraliticos, cedendo seu quarto e toda a sua privacidade. Poucos dias depois levou mais dois, depois mais três e ali nasceu a “CASA DO CAMINHO”.
Tadeu passou a dedicar-se aos necessitados em tempo integral, ao mesmo tempo utilizava-se de suas economias para cobrir as despesas que eram cada vez maiores, foi quando apareceram os amigos Ernandir e Xavier.
E assim foram quatro anos de luta, até que a comunidade descobriu o trabalho e comecou a participar com doações. De lá para ca, o trabalho cresceu e evoluiu ao longo do tempo, passando por diversas fases de aprimoramento, adequando-se dia-a-dia a novos conceitos e realidades, sempre sob a inspiracao da filantropia. Hoje a Casa do Caminho e um estabelecimento de saude que presta relevantes servicos na area hospitalar atendendo a demanda populacional de Araxa e regiao.
Diante disso, vale destacar que a luta continua e a vontade de fazer cada vez melhor e o ideal de cada trabalhador, cujo objetivo e despertar as pessoas para o verdadeiro sentido da vida: O AMOR AO PROXIMO!
Acesse o site: http://www.casacaminho.com.br
Espiritismo na Cabeça e Coração Vazio de Deus

A nossa querida Ermance Dufaux está escrevendo sobre a necessidade humana de Deus.
Está semana, postei em minhas minhas redes sociais uma solicitação aos amigos, seguidores e leitores que fizessem uma pergunta a autora espiritual ou dissessem algo sobre o assunto.
A resposta foi ótima e a choveram perguntas e idéias dirigidas a ela.
Você ainda pode participar em http://migre.me/3rv3L
Enquanto Ermance vai escrevendo seus apontamentos simples e profundos, vou pensando sobre como, mesmo iluminados com a benção do Espiritismo, nos encontramos distantes de Deus.
“Causa primária de todas as coisas...” RECITAMOS. Espiritismo na cabeça e coração vazio de Deus.Devido a isso damos grandiosas viagens na maionese com o saber espírita, sem conquistar nossa paz pessoal.
Parece que ouço Jesus perguntando a nós todos:
“Louco, essa noite te pedirão tua alma e o que tens para oferecer?”
Tanto conhecimento na cabeça, cérebro congestionado de informações doutrinária e coração vazio de Deus.
Que será de nós se não conseguirmos fazer o que a Ermance tem ensinado em seus livros? Que será de nós se não construirmos um Espiritismo por dentro do coração conjuntamente com as práticas e o estudo? Que será de nós se o amor ensinado pelo Mestre não tiver mais importância que nossas querelas medíocres?
Qual o endereço de Deus? O que está pesando mais na balança cérebro ou coração?
E lá vai a nossa querida fadinha Ermance escrevendo e ensinando. Colocando como sempre para pensarmos.
Vou lembrando assim de seus trabalhos anteriores que desejo tanto reler e agora estudar: “Lírios de Esperança”, “Reforma Íntima sem Martírio”, “Escutando Sentimentos”, esse o meu preferido...
Tenho perdido umas noites de sono com esse negócio de ENDEREÇO DE DEUS, mas não me arrependo... Tenho procurado o endereço de Deus... Já fui até no Google maps e me frustrei... Não está lá. rsrsrsrsrsr
“O reino de Deus não vem com aparências exteriores.”
Vamos pensar...
Um 2011 com otimismo para você.
Texto Retirado do blog do Wanderley Oliveira.
www.wanderleyoliveira.blog.br
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