segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Prece


"No mínimo,
a prece nos pacifica
para que encontremos,
por nós mesmos,
a saída para a dificuldade
que estejamos enfrentando..."
Chico Xavier)

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Mensagem Mediúnica

Venho a todos agradecer
O socorro espiritual
Foi preciso muita luta
Para livrar-me do mal

Porém o mal de que falo
Só a mim fazia jus
Debandei de casa cedo,
Esquecida de Jesus.

Fui retirante de rua
Mendiguei pedindo pão
Era moça, que heresia
Mas dormia pelo chão.

Houve tempos, que os abnegados,
Alertavam-me do porvir
Entrei de cara no vício,
Fui das drogas me servir.

Que ilusão momentânea,
O delírio dos sentidos...
Perambulei como nômade,
Foram dias mal vividos.

Logo perdi a identidade,
Nada mas fazia direito
Não me importava e a vontade,
Furtava pra meu deleite.

Assim foi que certo dia, fui colhida de surpresa
Nunha marquise de rua
Por carro desgovernado
E debaixo fiquei presa.

Com o crânio esfacelado,
Fora do corpo me vi,
Queria voltar, e não podia...
Muita angústia senti.

Ainda por cima escutava,
Um xingamento atroz,
Risos histérico e gritos,
“Suicida” “Suicida”, e eu ficava feroz

Lutei muito e o desespero
Alojou-se no meu peito
Fui perseguida e abusada,
Trancafiada e sem jeito.

Chorei lágrimas doloridas,
Lembrei do lar que deixei,
Da minha infância querida,
Dos meus pais que abandonei.

Não podeis avaliar,
O resvalar da caída,
Era como uma morte sem fim..
De uma alma tão sofrida.

De repente, vejo uma luz,
Clareando intensamente,
Vindo a me banhar a alma,
Abrindo meus pensamentos.

Ajoelhada fiquei...
Longo tempo ali chorando,
Até que uma alma bondosa,
Veio secar o meu pranto,

Hoje ajudo nos trabalhos,
Dos irmãos que fazem o bem,
Aos pedintes de rua,
Pois de lá eu vim também...

Tereza.
mensagem Mediúnica reunião de Artes) dia 21/08/2010.

Presente e Passado

Vemos frequentemente pessoas muito preocupadas em saber o que foram e o que fizeram nas reencarnações passadas.
E isto é uma constante procura nos Núcleos ou Centros Espíritas.
Mas, se a mesma preocupação fosse voltada para os estudos através da base doutrinária, ou melhor, as bases que se encontram nas obras de Kardec, obter-se-iam as melhores respostas para todas as dúvidas.
Para o espirita estudioso é sábido que as consequências dos atos presentes podem refletir os erros do passado.

É a Lei de Causa e Efeito.

O nosso André Luiz, em seu livro "Sol nas Almas", psicografado por Waldo Vieira, traz esse assunto muito bem retratado na lição intitulada "Consequência".
Nela ,André Luiz exemplifica o que poderia ter acontecido para que as reencarnações fossem dificeis ou dolorosas.
E, prosseguindo, comenta as reencarnações suportadas com serenidade e equilíbrio numa volta, isto é, reencarnando em melhores condições.
Este assunto é muito sério e os responsáveis por Centros ou Núcleos Espíritas precisam ter muito cuidado, pois é fato de que muitas pessoas são levadas ao desequilíbrio pelas fantasias que ouvem, como sendo verdadeiras.
E, mais grave ainda se torna, quando isto é levado para reuniões mediúnicas, quando espiritos são consultados para saber se as dificuldades da vida presente são resultado do passado, ou ainda, se a doenca que aparece, seja ela qual for, também é resultado da reencarnação passada.
Ora, se Deus faz-nos esquecer o que ficou para trás, por que perdermos tempo com isso, quando ha tanto para fazer em benefício do próximo na Seara Bendita?

Os nossos amigos espirituais tem muito que fazer!

Portanto, é necessário sermos mais responsáveis pelos nossos atos.
Se agirmos errado, logicamente pagaremos pelo erro.
Nao há necessidade de ficarmos preocupados com o passado.
Pelo presente sabemos bem o que fomos no passado.
O trabalho serio é a melhor medida para procurarmos acertar na reencarnação presente.
Cada dirigente espirita é responsável pelo trabalho que se desenvolve em equipes ou reuniões, principalmente mediúnicas.
Seria importante, como ensinam os espiritos superiores, estudar o Evangelho para que todos os que procuram consolo, encontrem nele, no Evangelho, o caminho, o porto seguro da Verdade e da Vida e Deus.

TEXTO RETIRADO da "REVISTA SEAREIRO".
Fevereiro de 2009

BEM VIVER

O verbo consolador é orvalho de bendizer.
Se as lutas lhe afligem os dias, recita o verbo AMAR:
Ama a dor compreendendo o agressor;
Ama a solidão, abençoando o tempo que Deus lhe concede para a reflexão;
Ama a doença, entendendo-a como a melhor solução para a cura de um mal ainda maior;
Ama a pobreza, que lhe aproximou dos puros de coração;
Ama a cegueira, que lhe impediu de assistir e anunciar os males de outrem;
Ama a família, que lhe proporciona o direito à corrigenda;
Ama a você e ao Pai, que lhe concedeu a oportunidade de bem viver.

Texto: Elizabete Lacerda
Out/2010

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Tom de Deboche na Reportagem Sobre o Filme Nosso Lar

Richard Simonetti Lamenta em Carta à Revista Veja
Tom de Deboche na Reportagem Sobre o Filme Nosso Lar

Carta para a revista VEJA

1 de setembro de 2010

Senhor redator.

Como espírita, assinante dessa revista há muitos anos, lamento o tom de deboche que caracterizou sua reportagem sobre o filme Nosso Lar, o que, diga-se de passagem, também está presente em matérias sobre outras religiões. Nesse aspecto, VEJA é uma revista coerentemente debochada. Não respeita a crença de nenhum leitor.

Pior são os erros de apreciação sobre a Doutrina Espírita, revelando ignorância do repórter, uma falha perigosa, porquanto coloca em dúvida outras matérias e informações. Como saber se os responsáveis estavam preparados para escrevê-las, evitando fantasias e especulações?

Para sua apreciação, senhor redator, algumas “escorregadelas” do repórter:
a) Grafa entre aspas o verbo desencarnar. Só teria sentido se ainda não houvesse sido dicionarizado. Por outro lado, noventa por cento dos brasileiros são espiritualistas, isto é, acreditam na existência e sobrevivência do Espírito. Este ser imortal desencarna, jamais morre. A minoria materialista, que acredita que tudo termina no túmulo, certamente terá surpresas quando “morrer”.

b) Fala em cordilheira de ectoplasma onde se situaria Nosso Lar. De onde tirou isso? Ectoplasma é um fluido exteriorizado pelos médiuns para trabalhos de materialização. Os físicos, esses visionários cujas “fantasias” acabam confirmadas pela Ciência, falam hoje que há universos paralelos, que se interpenetram, semelhantes ao nosso. A partir daí, não é difícil imaginar o mundo espiritual descrito por André Luiz como parte de um universo paralelo com seres e coisas semelhantes à Terra, feitos de matéria num outro estado de vibração, não um mundo “ectoplasmático”, mas de quintaessência material. Nada de se admirar, portanto, que em cidades desse mundo existam pessoas com “uma rotina parecida com a dos vivos: comem, bebem, trabalham e moram em casas modestas ou melhorzinhas”. Espirituoso esse “melhorzinhas”. Imagina o repórter que o Espírito é uma fumaça sem forma, sem consistência, habitando um nada?

c) Situa o aeróbus, um transporte coletivo que voa, como algo improvável. Menos mal que não tenha escrito impossível. De qualquer forma, ignora, certamente, que pesquisadores estão aperfeiçoando veículos dessa natureza, em alguns países, como solução para os problemas de trânsito e que no universo paralelo, o mundo espiritual, de matéria quintaessenciada, é muito mais fácil resolver problemas relacionados com a gravidade. Ou, imagina que tudo flutua por lá?

d) Diz jocosamente que “o visual da colônia dos espíritos de luz comprova: o brasileiro pode até se livrar do inferno, mas não escapa nem morto da arquitetura de Oscar Niemeyer. A cidade fantasmática de Nosso Lar é a cara de Brasília…” Não se deu ao trabalho de comparar datas e não percebeu que, mais apropriadamente, Brasília copiou Nosso Lar, visto que a cidade espiritual foi descrita por André Luiz em 1943, enquanto a construção de Brasília foi planejada e ocorreu no governo de Juscelino Kubistchek, de 1956 a 1961, inaugurada em 1960.

Quanto ao mais, seria recomendável aos repórteres da VEJA o benefício de um estudo acurado e sem prejulgamento do livro que deu origem ao filme, psicografado por esse atestado vivo de integridade e amor à verdade, que foi o médium Chico Xavier, para compreenderem qual é o objetivo dessa magistral obra, como resume o Espírito Emmanuel, no prefácio:

André Luiz vem contar a você, leitor amigo, que a maior surpresa da morte carnal é a de nos colocar face a face com a própria consciência, onde edificamos o céu, estacionamos no purgatório ou nos precipitamos no abismo infernal; vem lembrar que a Terra é oficina sagrada, e que ninguém a menosprezará, sem conhecer o preço do terrível engano a que submeteu o próprio coração.

Richard Simonetti.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Quantas vezes devo perdoar ao meu irmão?

A misericórdia é o acréscimo da doçura, porque aquele que não é misericordioso, não saberá ser flexível e pacífico.
Bem aventurados aqueles que são misericordiosos porque eles próprios alcançarão misericórdia.
A misericórdia consiste no esquecimento e no perdão das ofensas.
Jesus nos disse para não sermos juiz de nosso irmão e nos ensinou que a misericórdia não deve ter limites, quando falava para perdoar ao seu irmão não 7 vezes, mas setenta vezes sete vezes.
Mas há duas maneiras diferentes de perdoar; uma grande, nobre e verdadeiramente generosa, que poupa com delicadeza a suscetibilidade do nosso irmão, evitando que ele guarde ressentimento a nosso respeito.
A segunda pela qual o ofendido impõe ao outro condições humilhantes, e faz sentir o peso de um perdão que irrita, em lugar de acalmar.
Aquele que estiver sem pecado, atire a primeira pedra, disse Jesus!
Esta máxima nos faz sentir do perdão das ofensas um dever, porque não há ninguém que não tenha necessidade do perdão das ofensas para si mesmo.
Não é ser mais inteligente, ou mais alto que nos torna especial.
O que nos faz diferente é o desejo de servir, e nos tornar-mos um instrumento da paz.

Confie...

As coisas acontecem na hora certa.
Exatamente quando devem acontecer!
Momentos felizes, louve a Deus.
Momentos difíceis, busque a Deus.
Momentos silenciosos, adore a Deus.
Momentos dolorosos, confie em Deus.
Cada momento, agradeça a Deus.